Sabe uma coisa que me irrita muito? Olhar um produto na vitrine de uma loja e não encontrar o preço. "Que besteira, entra e pergunta" - diria você, caro leitor. A minha irritação, porém, vai muito além do fato de eu ser obrigada a entrar e perguntar o preço. Acompanhe o meu raciocínio. Fazer o consumidor entrar na loja para perguntar o preço, nada mais é que uma tática dos comerciantes para que o cliente repare nos outros produtos da loja e acabe saindo com mais itens do que desejava quando ele entrou. Desleal? Eu diria que sim e explico. Tanto o código do consumidor quanto alguns decretos já dispõem sobre o assunto deixando mais claro que a luz do Sol o fato de que é um direito do consumidor ter informações sobre os produtos (e aqui entra o preço) de maneira clara, ostensiva e legível. Não é simplesmente uma irritação tola e infundada a minha, é a quebra de um direito já garantido por diversos institutos jurídicos. Não haveria problema algum em entrar na loja e perguntar quanto custa o produto da vitrine, se eu não tivesse a prerrogativa de não fazê-lo. O ponto central aqui não a vitrine-sem-preço em si, mas o fato de que no Brasil o descumprimento das normas é muito recorrente.
Imagine comigo: toda loja que se esquivasse em botar o preço na vitrine deveria dar um desconto ao consumidor sobre o valor do produto. Será que essa prática ainda seria tão recorrente? Eu creio que não. Portanto o fato aqui questionado é que nós temos direitos que muitas vezes não são garantidos de forma eficaz. E assim como ocorreu no exemplo "banal" da loja, ocorre com outros fatos de maior relevância social. E eu pergunto, tem como não se irritar com isso, leitor?























Concordo plenamente Samy!!
Afora toda essa questão jurídica, é um saco ter que entrar na loja pra perguntar preço!!